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Quais são os tipos de reposição hormonal?

dezembro 3, 2018 0
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Quando a mulher entra na menopausa ocorre um déficit de hormônios que provoca diversas alterações no organismo. A terapia de reposição hormonal é um importante tratamento que tem por objetivo equilibrar as taxas hormonais e restabelecer a saúde.

Esse é um assunto que gera dúvidas e polêmicas, já que muitas pessoas têm medo de desenvolver câncer de mama ou do útero, com o tratamento. Mas o fato é que cada mulher sente de forma única os sintomas da menopausa, cabendo a ela, escolher a melhor maneira de se tratar, com base em exames médicos.

Para um melhor entendimento sobre o assunto, elaboramos este artigo no qual abordamos os diferentes tipos de reposição hormonal, seus benefícios e casos para os quais ela é indicada. Continue lendo para saber mais!

Entendendo a reposição hormonal

Os hormônios, também chamados de “mensageiros do corpo”, são substâncias químicas que transferem instruções e informações entre as células do organismo.

Eles regulam o desenvolvimento na criança e o envelhecimento no adulto, auxiliam as funções reprodutivas, controlam o funcionamento de vários tecidos e equilibram o metabolismo.

Importância da reposição

Com a chegada da menopausa, entre os 40 e 50 anos, o organismo da mulher reduz progressivamente a produção de alguns hormônios e provoca o fim da menstruação.

Essa redução hormonal causa vários sintomas, como a insônia, os calores (fogachos), as alterações do humor, a diminuição da libido, entre outros. Para algumas mulheres tais sintomas são tão fortes, que necessitam de reposição hormonal para uma melhora na qualidade de vida.

A terapia de reposição

A reposição hormonal é uma terapia ministrada por meio de medicamentos compostos por hormônios naturais ou sintéticos (bioidênticos) que apresentam uma fórmula molecular igual à dos produzidos pelo corpo humano.

O tratamento depende de uma prévia avaliação médica para identificação das necessidades do paciente. A terapia é normalmente indicada para pessoas com mais de 40 anos, tendo em vista que o processo de envelhecimento é um dos principais fatores para o déficit de hormônios.

A terapia pode ser realizada com dosagens relativamente baixas, por via oral ou transdérmica. Nesse último, o medicamento é aplicado na pele para a liberação dos hormônios que, após absorvidos, atingem a corrente sanguínea.

A reposição hormonal pode oferecer vários benefícios, como:

  • prevenção da osteoporose;
  • alívio dos sintomas da menopausa;
  • redução do risco de câncer de colo do útero;
  • aumento da libido;
  • diminuição do risco de degeneração macular.

Tipos de reposição hormonal

O tipo de tratamento depende dos sintomas apresentados pela paciente ou condições especiais. Nesse sentido, mulheres que apresentam secura vaginal podem utilizar o anel vaginal — dispositivo que libera o estrogênio.

Para as pacientes que preservaram o útero, é indicada a terapia de combinação, com o estrógeno e a progestina (forma sintética da progesterona), visando uma proteção contra o risco de câncer de colo uterino.

Há também o tratamento ortomolecular ou biomolecular, que restabelece o equilíbrio químico do organismo por meio de minerais, vitaminas e aminoácidos.

Os incômodos da menopausa podem ainda ser aliviados com uma alimentação correta que inclua:

  • frutas cítricas — ajudam na síntese dos hormônios ovarianos;
  • castanha do Pará — contém selênio, fundamental para o bom funcionamento cerebral;
  • verduras — conservam o cálcio nos ossos;
  • frutos do mar — fontes de zinco, que otimizam as funções estrogênicas.

Indicações e contraindicações dos tratamentos

A progesterona geralmente é indicada para mulheres que estão na menopausa, mas que ainda conservam o útero. A terapia é realizada com o estrogênio, a progesterona ou um progestágeno sintético.

Para as pacientes que retiraram o órgão, não há necessidade da reposição hormonal.

As mulheres que apresentam fatores de risco não podem se submeter à terapia de reposição. As contraindicações são para as pacientes com:

  • câncer de mama ou do endométrio;
  • doença grave do fígado;
  • trombose ou problemas de coagulação;
  • histórico de infarto ou derrame cerebral;
  • ocorrência de câncer em parentes de primeiro grau.

Como pudemos verificar, os diferentes tipos de reposição hormonal podem beneficiar as mulheres na fase da menopausa. A decisão de fazer ou não o tratamento cabe a cada paciente, com base em exames médicos e prescrição por um ginecologista.

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